sexta-feira, 24 de setembro de 2021

As últimas notícias!



Em nosso torrão, onde "sopravam" os ventos do Aracati e do Mossoró, o calor está infernal!

A rádio Pião, localizada no Pau de Jacu e bem no centro da cidade, o seu presidente, Vicente das Lavras, informa que está trabalhando apenas nos bastidores, pois a Praça do Mercado Central passa por reformas.

Pelo Ceará e no jargão político, lê-se apenas uma movimentação de mudanças de bagagens, pois se aproxima a data das desincompatibilizações para quem deseja ser candidato em 2022.

Nos botequins, o pessoal só fala em seca e queimadas; que está liso; e que a cerveja gelada, minha preferida, está caríssima.

Na assembleia legislativa, a casa do povo, sabe-se apenas que Louro Maia será candidato à presidência da Associação Cearense de Imprensa, em breve, com apoio de Numa Boa e de outros bons escribas também!

Nos grupos de whatsapp o papo é o mesmo todo dia; Bolsonaro, Lula, comunista, esquerdopata, o véi da Havan…esqueceram até mesmo das pelejas políticas de suas cidades.

Eu preferia, à época, assistir os movimentos da Rosa da Fonseca e Maria Luíza, quando ainda residia em Fortaleza e gritava “Fora FMI” na praça da imprensa, mesmo sem saber do que se tratava, tal qual bolsonaristas pedindo o fechamento do STF em Brasília.

E o trânsito em suas cidades? Em Fortaleza hoje promoveu-se pela manhã um ato denominado de o “Dia D Sem Carro” e sugere que todos andem mais de bicicletas, igualmente, aos meus amigos Drs. Marcos Barreto e Iran Santos e, dessa forma, não tem engarrafamento nenhum.

Que maravilha, façamos o mesmo.

E o querido senador Cid Gomes? Segundo Macário Batista, retorna hoje de Brasília ao Ceará. O veterano jornalista, propositalmente, não explicou em suas poucas linhas o que quis afirmar, mas deixou a pista para quem entende um pouco do riscado.

Pois bem, vejam que muito pouco tenho a informar!

Então, façam-me um favor: fotografem Bolsonaro, se possível em um Lambe-Lambe do Central Park na Terra do Tio Sam e, na mesma oportunidade, perguntem pra ele se fazendo Arminha ou gritando Globo lixo e dando mais três pulinhos de que Olavo tem Razão, podem-se baixar os preços da gasolina, gás de cozinha, energia elétrica e a cesta básica?

De qualquer forma, acho melhor assistir as lives do Bebel do Icó, direto da Calçada Federal no Largo do Théberge, onde ele acredita que está tudo as mil maravilhas e ainda vai melhorar, mesmo nesta ensolarada quinta-feira registrando o TBT mais famoso dos últimos dias:

- "Carluxo é o chefe não só de uma organização criminosa direto do gabinete do ódio e das fakes News, mas também das rachadinhas e lavagem de dinheiro”.

Fui...!

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

85 anos



O matutino cearense, Jornal O Estado, atravessa os tempos com a mesma coragem do seu desbravador. Vibrante, audacioso, informativo, e com opiniões diversas que chamam o cidadão à leitura. Jornal impresso é a história viva do nosso povo e chegar até aqui, em tempos de virtualidade, não deve ter sido nada fácil. Parabenizo o amigo Pompeu Macário Batista - colunista de política e cotidiano -, por nos alimentar de notícias do Iapoque ao Chuí. E ao Dr. Ricardo, Soraya Palhano e família por toda perseverança!

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Deputado quer base do Corpo de Bombeiros em Icó



O Deputado Estadual Oriel Nunes Filho na última terça-feira (21) a tarde esteve na sede do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará, em Fortaleza, juntamente com sua chefe de Gabinete, Jequélia Alcântara, onde foram recebidos pelo coronel comandante-geral, Ronaldo Roque de Araújo.

"Expomos ao comandante a situação da região do Vale do Salgado e da necessidade urgente de termos uma Base do Corpo de Bombeiros localizada em Icó. Entendemos que falta mais pessoal à corporação para atender a grande demanda reivindicada em todo o Estado", disse o deputado.

A preocupação não é tão-somente com as queimadas que atingem a região neste período do ano, mas de forma geral, pois tem centenas de prédios históricos em Icó e também a falta desse equipamento público importante para cobrir e proteger outros setores da sociedade.

Na oportunidade, o Deputado Oriel Nunes Filho recebeu do comandante coronel Ronaldo, a comenda de "Deputado Amigo do Corpo de Bombeiros".

O DNOCS tá maus; o Icó, não.



Disso não há dúvida. O DNOCS, nosso querido e centenário produtor de desenvolvimento do Nordeste devagar foi sendo largado a um poço profundo, mas é tão grande, sua história e memória se confundem com cada passo que demos por aqui.

Não cabe no poço que lhe cavaram. À sua frente teve gente brilhante, criativa, produtiva, capaz, empreendedora, lutadora pelo órgão.

Pois bem; o DNOCS ainda hoje, aos trancos e barrancos é que pode salvar municípios, contribuindo para a vida cearense, por exemplo. Pouca gente sabe que o DNOCS é dono do Icó.

No entorno e no centro do núcleo habitacional do município, na sede do Icó tricentenário, o DNOCS espalhou os tentáculos de seus canais de irrigação, hoje abandonados. Mas Icó precisa crescer.

Laís Nunes, primeira prefeita do Município foi pra guerra:

- "Nós precisamos do que o DNOCS se fez dono", argumentou.

E bateu com os costados na sede. Pediu chão do DNOCS pra Universidade Federal. Pediu terras do DNOCS para o Horto do Senhor do Bonfim. Pediu terras do DNOCS para com o Governo do Estado construir um aeroporto. Pediu terras para criar um distrito industrial e atrair geradores de trabalho e renda. Pediu terras para ampliar o Hospital Regional.

Levou gente com ela, pra testemunhar seus pedidos e protocolou cada reivindicação. De quebra pediu que o Ministro Rogério Marinho, onde o DNOCS está hoje escorado, libere o Icó para crescer nas terras que o DNOCS há muitos anos assumiu e depois abandonou.

É um pedido, uma reivindicação, um apelo lógico e relevante à vida das cidade.

O DNOCS nunca atrapalhou, não o faria agora!

(Por Macário Batista, do Jornal O Estado).

terça-feira, 21 de setembro de 2021

PEIXADA DO ZECA EM ICÓ

 


Outro dia passei por Lima Campos. Lima Campos é distrito de Icó e fica nas beiradas do açude Orós. Ali, faz bem meio século, o Zeca montou um restaurante a que deu o nome de Peixada do Zeca onde há um rodízio de tucunaré, um peixe fabuloso que vem das águas de ali. 

Limpo, bem tratado, cuidadosamente servido, a gente come que cai de costas na Peixada do Zeca. Saudável, o peixe da Peixada do Zeca é cuidadosamente escolhido e servido de formas diversas, como costumamos atacar, meu amigo Fabrício Moreira, o amigo Neto Nunes, deputados e jornalistas que, quando voltam pra Fortaleza via Iguatu, de avião, trazem pra casa o jantar quentinho da Peixada do Zeca.

Cavalos Paraguaios



Há 6 anos, levado pelos ventos fortes do Aracati que, precisamente lambem as pesadas telhas dos nossos Sobradões e Casarões da Ribeira do Salgado dos Icós todos os dias, às 21h, o meu amigo jornalista, repórter e editor de política e cotidiano, Macário Batista, esteve em Icó para cobrir um evento liderado pela jovem Laís Nunes, então deputada estadual eleita, à época, por quase 50 mil votos dos cearenses e com resultado que foi um recorde no torrão icoense até os dias atuais.

Era a 3° edição do Projeto o "Parlamento na Comunidade"; ele buscava ouvir as pessoas, debater ações e ideias, mas também dizer o que já tinha feito até ali.

Laís percorria comunidades e bairros. Com educação e respeito para com todos; nunca precisou gritar pra ser ouvida; insultar pra chamar a atenção; tripudiar pra mostrar poder e nem ter o rosto sisudo pra distanciar os seus e outros que estavam chegando.

A política se constrói com trabalho, debates, argumentos sólidos e possíveis, mas precisamente com vocação para a missão que se propõe.

Ninguém compra na bodega da esquina o carisma; a benquerença das pessoas, a disposição e os sonhos de quem somados ao bem comum procura realizá-los.

O sol nasce pra todos! Mas nem todos são os escolhidos. Eleições estaduais só ocorrem em outubro de 2022. Mas já tem gente que se lançou pré-candidato à prefeitura de Icó pra 2024 e 2028 e tem até quem, tal qual mãe Dinah, elegeu todo mundo em suas listagens de apostas.

Certa feita, afirmei para o meu amigo de infância, Luciano Santana, que a política, às eleições e poder público, não são feitos fáceis de se administrarem como muitos acham e que não é o céu nem o inferno que separa um dos outros nesses assuntos.

Porém, para ir pro céu tem que morrer antes, é bíblico!

Portanto, como estamos todos vivos, em que pesem o Covid-19 e a seca que se agrava, deixem o pleito chegar ao seu tempo, hora e ano, pra não ser chamado de Cavalo Paraguaio em tempos de calmaria.

Boa noite a todos; vou agora assistir o querido amigo de infância e ativista político, Bebel do Icó que, direto da Calçada Federal, manda avisar que se prepara também pra ser Deputado Federal, Estadual, Prefeito e se brincar, substitui o mito à Presidência da República.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Histórias de João Peitaço



João Peitaço - homem decente e de família de bem do Icó - no passado não muito longe, gostava muito de beber e fazia, à época, parte do ativismo e da moçada que rodava as noitadas icoenses.

Hoje, apenas conta histórias que a memória do nosso Largo do Théberge comemora como fatos pitorescos, diga-se, para a eternidade.

Há uma década e mais alguns anos, conta-nos João que em um domingo próximo do final do ano, estava no entardecer quente de nosso torrão tomando umas no barzinho do Lalado Costa (Porca Pelada), na rua General Piragibe (Rua do Meio).

De repente, chega ao bar do Lalado, uns 4 rapazes.

- "Seu Lalado, o senhor agora está nesse bar da Rua do Meio?".

Lalado, com a bruteza natural, devolveu a pergunta:

- "E vocês estão onde, seus pentelhos?"

Os papudos que Lalado não os conhecia explicaram:

- "Seu Lalado, nós estamos na Igreja de São José, rezando e orando, mas como a missa está demorando demais nós estamos aqui em seu barzinho e na igreja também".

Lalado, nervoso com a resposta, apenas perguntou "quem era o Jesus Cristo dos quatros para estarem em dois locais ao mesmo tempo e hora".

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

MACARRÃO AMIGO



O que dizer sobre o amor e esperança, esses sentimentos que mexem com a gente e tornam nossas vidas mais belas?

É verdade que nem tudo são flores, mas têm benfeitores que trabalham de forma voluntária e que transformam a dureza da vida de muitos em gestos grandiosos de solidariedade.

Assim, na prática, é a turma boa do projeto social "Macarrão Amigo" que, na última quarta-feira(15), chegou à sua 77° edição.

Freitas Júnior, Fábio Felle, e tantos outros benfeitores merecem todo o nosso respeito e entusiasmo.
O Brasil tem jeito; basta

seguirmos bons exemplos!

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

Do Sertão à Cidade



A prefeita Laís Nunes, com serenidade, inteligência e perspicácia, montou uma equipe jovem - outros mais maduros um pouco - para ajudá-la na gestão municipal de Icó, sempre compartilhada com diálogo, senso de responsabilidade e espírito público.

Ontem, na reunião com o secretariado e demais colaboradores, percebi facilmente o desejo de cada um buscar para suas próprias mãos a responsabilidade para com à coletividade, com o bem comum, igualmente, na confecção de projetos, obras e ações que devem melhorar a qualidade de vida dos habitantes de nossa tricentenária cidade.

Trabalhar no serviço público, ainda envolto e que blindado de muitas solenidades e burocracias, não é para quem tem pouca coragem.

As adversidades e os desafios constantes requerem de todos os colaboradores que militam na ambiência pública uma trincheira sempre disposta e altiva para lutar diariamente.

O apoio incondicional da Câmara de Vereadores; do Governador de todos os cearenses, Camilo Santana; da sociedade em sua quase totalidade; das parcerias públicas e privadas com as instituições....

...Com o apoio dos representantes do Icó na Assembleia Legislativa, Deputado Estadual Oriel Nunes Filho e do Deputado Federal Domingos Neto, em Brasília, fez com que a prefeita Laís Nunes assinasse um grande números de convênios.

São convênios de obras e projetos em todas as áreas de atuação chegando e que serão distribuídas do Sertão à Cidade icoense.

Como diz o poeta português que bem define esse novel momento em Icó:
- "Muito vale o que já feito, mas vale o que virá".

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).
- Fotos: Perpétua Sousa.

OSTENTAÇÃO? NEM TANTO!



Soube que o Conselho da OAB Federal publicou um novo provimento que regulamenta a proibição de ostentação nas redes sociais de advogados.

E tome mi mi mi nos grupos do Iapoque ao Chuí...

Após algumas gargalhadas de praxe - tenho excelente autoestima e senso de humor elevado -, lembro para alguns que a minha OAB nas vezes que precisei nos últimos 30 anos, sempre foi o meu mestre e muito querido amigo dr. Paulo Quezado/Guedes que me ajudou.

No mais, em relação a mim, se quiserem censurar meus 400 causos do livro "Humor com Inteligência"; eu comendo panelada da Nila no Mercado Central do Icó; minhas fotos do Patrimônio Histórico da Ribeira do Salgado dos Icós; discussões com José Luiz, o Cururu de Lima Campos e C...de Apito ou tomando minhas cervejas skol geladas no Sobrado do Barão, sintam-se a vontade.

No mais, vão procurar o que fazer que fica menos ridículo, pois nem anel de formatura eu uso, pra evitar a pose de alguns pra ser chamado de doutor a todo custo.

Muito obrigado; de nada!

Sou simplesmente, Fabrício, ora bolas!

Prefeita Laís Nunes assina Ordem de Serviço na Lagoa dos Milhomes



A prefeita Laís Nunes assinou na manhã deste domingo (19) Ordem de Serviço de Praça Pública na comunidade rural de Lagoa dos Milhomes no distrito de Pedrinhas.

O equipamento será localizado no centro da comunidade de Lagoa dos Milhomes e terá pavimentação em intertravado em todos os seus arredores e acessos.

"Está Praça moderna será um local de encontro dos munícipes de toda região. Os jovens terão agora um espaço decente para os seus encontros", afirmou o vereador Fernando Nunes, presente na solenidade.

"Estão de
parabéns
a gestão e a prefeita Laís Nunes. Eu desconheço quem fez mais por nossa Serra do Camará como os Nunes, com ações em diversas áreas", disse o líder comunitário, Chico de Varelo.

Além da prefeita Laís Nunes, estiveram presentes o líder político Neto Nunes; o Deputado Estadual do Estado do Rio Grande do Norte, Raimundo Fernandes; prefeito de São Miguel, Célio de Elizeu. Os vereadores Fernando Nunes, Kaikton da SUCAM, Daniel Guimarães e Verineide Andrade.

Secretários Galeguinho do DNER, João Marcos, Ana Glessy e Aurineide Amaro; lideranças comunitárias Galego de Abdias, Chico de Varelo; Assessores Municipais Fifia Moura, Gracinha Ferreira, Sindy Oliveira, Dr. Marcos Barreto; procurador Dr. Fabrício Moreira; vereadores de São Miguel, dentre outros.

Foto: Perpétua Sousa.

O ICÓ QUEIMA



Como todos já sabem, inclusive escrevi artigo para o Portal Opinião acerca do assunto que, neste período do ano e principalmente no semiárido nordestino, aumenta sobremaneira as queimadas em nossos sertões.

- Os motivos são vários; desde a seca que agrava na região, idem, como fator natural e também humano.

No Ceará, salvo melhor juízo, temos apenas 13 bases do Corpo de Bombeiros, pasmem, para 184 municípios espalhados no Estado.

Tanto a prefeita Laís Nunes, igualmente o Deputado Estadual Oriel Nunes Filho, já apresentaram pleito nesse sentido, ou seja, trabalham por uma base definitiva do Corpo de Bombeiros para o Icó, mas que sirva também a toda região do Vale do Salgado.

Para quem não sabe, o município de Icó não tem em seu ordenamento jurídico administrativo essa atribuição, muito menos como bancar do seu escasso FPM - Fundo de Participação dos Municípios, mas um equipamento público de vultosos investimentos.

Essas discussões são bem definidas e claras.

Além do pessoal do Corpo de Bombeiros do centro sul, da SUDEMA - Superintendência do Meio Ambiente do Icó, Defesa Civil Municipal, Bombeiros Civis e voluntários, o Deputado Estadual Oriel Nunes Filho articulou com o Governo do Estado para que os helicópteros da CIOPAER também colaborem, em Icó, ajudando no combate às queimadas/incêndios.

E assim tem sido feito!

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Apenas um atrasadão!

 


Francisco Figueiredo nasceu nos sertões de Catolé do Rocha, no Estado da Paraíba, antes de torna-se apenas o “Seu Bezinho”, próspero comerciante do ramo de automóveis em nossa Ribeira do Salgado dos Icós.

Um homem cheio de inspiração; cultuava amigos e, na maioria das vezes, esperava apenas um singelo motivo para mudar a sua rotina diária e transformar tudo em ecos de alegria.

Em mais de três décadas de convivência, presenciei um pai de família honrado, um comerciante ousado e um enorme gozador que a naturalidade da irreverência o fez muito querido por todos os icoenses.

Sua presença era suave, suas histórias motivavam e as brincadeiras serviam como alimento ao seu espírito cativante, modificando sempre a dureza da vida em lirismo permanente.

Em sua Fazenda Varzinha, zona rural de Icó, em cada recanto do enorme casarão envolto a alpendres, Bezinho tinha uma história pra contar. E nos contava uma, duas, três, centenas de vezes com o mesmo sorriso no rosto para que os outros sorrissem também de forma conjunta.

Antônio Batista (Bonitinho), Deinho Holanda, Joaquim dos Santos, Luiz Façanha, Vavá Muniz, e eu - citando apenas alguns amigos - sempre tínhamos uma agenda nos finais de semana voltada à Fazenda Varzinha.

Aos arredores do casarão, um tanque grande para os banhos onde Bezinho o batizou de “tanque show”. Uma mesa enorme de pedra, onde ele chamava do “túmulo de Antônio Bonitinho” e na outra ponta, um espaço um pouco mais elevado:

- Era o palanque dos eufóricos discursos solenes aos presentes.

Apaixonado por política, mesmo sem qualquer desejo com candidatura própria; ele não perdia comícios e assistia os oradores da TV em seu sagrado lar.

- “Bico de Ouro, por gentileza, dê o seu discurso logo. Só vim ouvi-lo e irei retornar logo, pois Dona Uléia me aguarda”, dizia ele para comigo.

E assim era Bezinho: uma resposta rápida e inteligente sempre presentes!

Certa feita, por seu convite, o acompanhei ao Iguatu.

Inauguração de uma casa de um amigo que ele muito presava e admirava: Antônio Sobreira.

Por lá, animado e com algumas doses já passando da conta, a boa turma começou a fazer perguntas. E ele gostava disso, mas antes dizia:

- “Só um segundo, para eu filosofar melhor e responder”.

E, em certo momento, insistiram com o desejo de ouvi-lo:

- “Seu Bezinho, seja sincero, João é pagador ou velhaco?”.

Todos silenciaram pra escutar a resposta:

- “Nem é pagador, nem é velhaco. João simplesmente é um atrasadão”.

A gargalhada geral de um ambiente maravilhoso naquele dia, aumentou ainda mais com a presença de Bezinho Figueiredo.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).
- Na foto com seu amigo Deinho Holanda.

Profeta, Ciro Gomes!


Como um verdadeiro profeta, o bravo cearense Ciro Gomes, anunciou com os pulmões fortes e voz grave - sem gaguejar -, que o carioca Eduardo Cunha era um bandido perigoso e algoz faminto por poder e dinheiro público.

Como ele, o tal Eduardo(foto), era um ilustre desconhecido do público pátrio, porém, habilidoso tão-somente nos bastidores, o grito do Ciro "não fez", à época, qualquer coro em Sobral e, igualmente, do Iapoque ao Chuí.

Eduardo Cunha era um fantasma! Sem currículo, oratória, presença física, e, nada mesmo que chamasse a atenção do Brasil. Ciro denunciou. Ele estava certo, e, diga-se, todos nós ignoramos o seu alerta.

Não deu outra; pagamos caro pela omissão, enquanto as pessoas simples do povo sofrem com a maior conta.

Coube às instituições da República, até os dias atuais, grandes sacrifícios.

Nesse jogo das emoções e eleições, da briga insensata e para muitos cruel, buscamos a razão para sairmos desse caos vivenciado por todos.

Vou votar no Ciro Gomes, não por seus erros, arroubos que não são mais de sua juventude, mas por sua capacidade de gestão e honestidade já comprovadas, inclusive, por seu ativismo lúcido de se indignar por milhões que insistem no silêncio diante da tragédia.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

Câmara de Orós aprova contas do ex-prefeito Simão Pedro

 



A Câmara Municipal de Orós, aprovou nesta quinta-feira (16), as contas de governo do município relacionadas ao ano de 2013, sob a responsabilidade do ex-prefeito Simão Pedro Alves Pequeno.

Por seis votos favoráveis, quatro contrários, as contas aprovadas pelos vereadores oroenses apenas confirmaram o parecer do Tribunal de Contas do Estado(TCE) e da Procuradoria que já tinham se manifestado no mesmo entendimento do órgão de controle externo.

O ex-prefeito Simão Pedro, que também se fez presente na sessão da Câmara Municipal de Orós, foi representado pelo advogado Fabrício Moreira.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

PARA INOCENTE O ADVOGADO É O PADRE

 

(CHICO DE MANDUCA)

Francisco Bezerra Lima(Chico de Manduca) e Francisco Bezerra Nunes(Chico Nunes), são primos, e, moradores da comunidade rural do São Vicente no distrito de Icó. São prósperos fazendeiros, homens respeitados e por muitos anos consecutivamente foram eleitos para mandatos na Câmara de Vereadores.

Embora amigos pessoais e com reciprocidade de respeito na prática, eles tinham divergência na hora de buscar os votos, igualmente, no desempenho parlamentar cotidiano.

Chico de Manduca sempre foi mais irreverente e perspicaz; Chico Nunes mais reservado, centrado, voltado mais às suas atividades comerciais. 

Certa feita, o então vereador Chico de Manduca que pedia muitos pelos seus amigos e correligionários, fazia um eloquente discurso na tribuna da câmara, onde ele a presidiu por duas oportunidades. O plenário estava lotado. E todos estavam atentos à oratória do popular político icoense.

Chico Nunes, também vereador e impaciente com a fala do concorrente, pediu a palavra e mesmo com muita educação o criticou:   

- "O vereador Chico de Manduca vive no escritório de Dr. Fabrício Moreira solicitando os seus trabalhos para pessoas erradas".

Logo após, um aparte foi concedido para Chico de Manduca esclarecer a crítica do colega, acerca de seus pleitos aos eleitores:

- "Meu colega vereador Chico Nunes, se o meu eleitor que me procurou fosse inocente não precisava de advogado, mas tão-somente de um bom padre pra rezar por ele".

O debate foi encerrado.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

POIS NUM É?

 


terça-feira, 14 de setembro de 2021

Bereca e a conta de energia


O amigo Bereca - radialista e pessoa muito querida dos icoenses -, haja vista sua popularidade resolveu ser candidato a vereador nas eleições municipais de 2016.

Depois de um comício em uma comunidade, foi com sua comitiva visitar algumas residências de eleitores.

Na terceira casa, ao solicitar o voto de um morador, pediram a ele para que pagasse suas contas de energia.

- "Seu Bereca estou com 10 contas de energia em atraso. O que faço?", disse o eleitor.

Com raciocínio rápido e fazendo uma campanha limpa, Bereca orientou o eleitor:
- "Pois pague logo com urgência. Lá em casa atrasei só 2 e cortaram logo a energia elétrica".


(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

CASA DE FORÇA!



Na era de 1950 até a chegada das luzes de Paulo Afonso, em Icó, toda a energia da cidade era garantida pela famosa “Casa de Força”, que funcionava na rua Desembargador José Bastos, prédio que hoje abriga a Secretaria Municipal de Educação.

O senhor Ismael Medeiros era o responsável pelo importante equipamento que gerava a luz nos sagrados lares dos icoenses.

Porém, o mais interessante, conta-nos o tabelião Edmir Peixoto dos Santos(Piolho), que às 21h em ponto, o enorme motor da Casa de Força que funcionava a óleo diesel, encerrava os seus trabalhos.

Doravante, apenas a “Luz da Lua” servia como guia das belas noites icoenses e, em cada casa, a “Vela” clareava na escuridão.

Mas existiam outros fatos inusitados: eram os três alertas anteriores que, enfim, a Casa de Força seria desligada e todos os munícipes teriam que seguir às suas residências.

“Às 20h30 era o primeiro alerta, como um relógio britânico, bem na hora: desligavam a Casa de Força e todas as luzes da cidade apagavam por cinco minutos. Depois, acendiam. Às 20h40, repetiam o mesmo sinal de alerta e às 20h50 também. Às 21h, finalmente, todos que estavam em ruas e avenidas eram praticamente obrigados a se dirigir para suas casas, pois naquela noite não teria mais energia na cidade. Somente no dia seguinte”, lembra Edmir Peixoto.

Mas Edmir Peixoto, ainda lembra, que “os boêmios ficavam todos juntos e, mesmo no escuro, faziam as serenatas nas ruas da cidade para chamar a atenção das moças e donzelas icoenses”.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

O Velho Chico: entre o sonho e o caos!



Como bom nordestino e amante deste torrão ressequido, sempre tive vontade de conhecer o rio São Francisco – de alcunha Velho Chico, igualmente, lembrando o cancioneiro Jorge de Altinho em sua música popular, que “atravessar a ponte Presidente Dutra onde interliga os municípios de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro na Bahia, e bem próximo sentir a importância desse manancial para o nosso povo é algo extraordinário”.

A seca que graça no nordeste de há muito é considerada uma verdadeira indústria da miséria capitaneada pela velha política para aprisionar os nossos camponeses a beira da quase inanição e, dela, tirar proveito eternamente nos pleitos eleitorais e a sua assunção ilimitada ao poder em suas várias esferas de discussão.

A transposição das águas do Rio São Francisco ao semiárido nordestino sempre foi um tema debatido em sua amplitude, mas, registre-se, que as vozes divergentes sempre alertaram que o projeto da forma posta, iria levar o valente Rio nascido no Estado de Minas Gerais a morte, com falácias demagógicas, ao invés de um estudo rigoroso e tão importante à vida prática do presente e do futuro.

O São Francisco

Matéria veiculada no jornal Estado de Minas, à época, afirma que o São Francisco, Pedras de Maria da Cruz, Januária, Bonito de Minas, Manga, Matias Cardoso e Jaíba – dois mil e novecentos quilômetros de leito em uma bacia hidrográfica que irriga uma área quase igual à da França, abastece perto de 13 milhões de pessoas (sic).

Os números superlativos do Rio São Francisco combinam com seu passado de fartura. Época em que por suas águas circulavam grandes vapores, apitando enquanto rasgavam a correnteza levando mercadorias e pessoas. Com o tempo, o leito foi minguando, sendo sugado de um lado, aterrado de outro, poluído por todos.

"Tanto que a história do chamado Rio da Integração Nacional desaguou a um ponto em que, hoje, até a passagem de pequenas canoas é difícil em certos trechos", afirmam os proprietários de pequenas e médias embarcações.

Agredido século após século, em seu lento curso de agonia, o Velho Chico chegou ao mais baixo volume de sua história.

Para ambientalistas e professores a obra de engenharia utilizada agravou os problemas do manancial e ainda pode ser fatal para a bacia. Eles destacam que a transposição do São Francisco tende a acelerar o processo de assoreamento e pode, em curto espaço de tempo, levar à morte a maioria dos afluentes do São Francisco, incluindo o próprio rio, associado ao desmatamento.

Os pesquisadores do Velho Chico sempre advertem que “em termos ambientais, herdamos a possibilidade de viver um futuro incerto, com rios secos e a água potável cada vez mais difícil e cara”.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

O Velho Chico




Nas últimas quatro décadas ouvi, li e assisti por milhares de vezes nas TVs, jornais impressos e rádios que a redenção do povo nordestino seria a transposição das águas do Rio São Francisco ao semiárido nordestino.

Milhões em investimentos, estudos, disputas por reconhecimento da paternidade da autoria do projeto e das ações, enfim, acompanhamos também o gostoso banho do ex-presidente Lula nas águas dos rincões paraibanos e o passeio de Bolsonaro com o mesmo fito trajado de verde oliva em aparições aos nossos sertanejos.

Fotografias, frases fortes de efeitos e discursos às massas; não faltaram debates do Iapoque ao Chuí com essa temática que era somente do povo nordestino, da peleja local, com o cenário em filme de horror dos carros-pipas como se fosse coisa de um passado que tinha se perdido de vista.

Ledo engano!

O Rio Salgado, pasmem, continua correndo com suas poucas águas no rumo do Castanhão, por debaixo de várias pontes e, diga-se, quando elas passam.

O carro-pipa ainda é visto em total e regular utilidade e não virou retrato de parede, como esperávamos e foi amplamente anunciado por nossa classe política.

A imprensa nacional esqueceu o tema, prefere tão-somente o obtuário cotidiano do Covid aos que morrem de fome e sede no nordeste há séculos.

Lula e Bolsonaro não vieram mais por aqui disputar o amor do Velho Chico, como dois senhores apaixonados.

Enquanto isso, o ronco do carro-pipa ainda acorda e ao mesmo tempo acude milhões de nordestinos diariamente com água, até que um dia, a transposição seja de forma definitiva resolvida de verdade.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Mestre Gerson do Acordeon




Dedicou toda sua vida à música e, com humildade, ensinou os seus filhos e muitos jovens de Icó abrindo as portas de sua residência a tantos quantos lhes procuraram.

Gerson, "é gente da gente".

Fotos: Mateus Leandro.

Nordeste sim; preconceito jamais!



O brilhante colega jornalista Macário Batista, nesta segunda-feira(13), não teve medo de assombração e no editorial de sua festejada Coluna do Jornal O Estado puxou nas orelhas da apresentadora de TV Ana Paula Padrão por suas infelizes colocações acerca de nossas iguarias nordestinas, dentre elas a carne do Bode, que vai ao fogo de várias maneiras e tem sabor inigualável em toda a nossa região.

Entre o preconceito e a estupidez ignorância – ainda não se sabe realmente -, sem apelar para o coitadismo que eles do sul e sudeste maravilha nos delegam, a bela jornalista é casada com um Pernambucano, o que nos causa mais estranheza.

- E por falar em Pernambuco, temos por lá o festejado Bodódromo.

Um complexo gastronômico localizado em Petrolina, município do interior do estado, que ocupa uma área de quase 3 mil metros, formado por 10 restaurantes que, além da carne de bode, oferecem diversos pratos à base de carneiro, como linguiça, buchada, sarapatel, pizza, cozido e assado.

Pois bem, após reações que chegaram a bom tempo é hora, a jornalista tal qual o Bolsonaro arregoou. Alegou que se equivocou totalmente e que, jamais, teve preconceito para com o nordeste e com a nossa gente.

DO BODE AO CARNEIRO

Em Tauá (CE), nos sertões do Inhamuns, a Manta de Carneiro é produzida de forma artesanal, com os conhecimentos sendo repassados por familiares a gerações e contendo aspectos próprios da cultura local, como os manteiros Elias Mendonça, Corintiano, advogado Solano Mota, Neto das Mantas, dentre outros nomes destacados que tornaram-na mais conhecida em todo o Brasil.

Comenta-se, inclusive, que a iguaria se torna mais procurada em Tauá - vez que naquela região do Ceará -, o arbusto conhecido por “favela” deixa a carne mais macia e saborosa.

A então deputada estadual Patrícia Aguiar (PSD) apresentou projeto de Lei, à época, que instituiu o conceito e a normatização, com selo de qualidade, para certificação da “manta de carneiro artesanal dos Inhamuns” como patrimônio cultural e imaterial do Ceará.

A finalidade da proposta, segundo ela, é reconhecer e preservar a tradição da região do Interior do Estado, que compreende os municípios de Aiuaba, Arneiroz, Parambu, Quiterianópolis e Tauá.

A região dos Inhamuns foi reconhecida oficialmente como Área de Criação Qualificada de Caprinos e Ovinos, por intermédio da Lei Estadual Nº 15.803/2015, que dá à região esse status, contribuindo para o processo de Certificação dos produtos advindos dessa produção animal.

A MANTA DO FLÁVIO LENO

Em Icó, município fincado no Vale do Salgado, a manta de carneiro não é tão popular como a carne de sol com baião de dois e as peixadas do Lima Campos, porém, nas últimas décadas essa cultura também tem aumentado por sua procura.

Flávio Leno é um dos melhores manteiros de carneiro do Icó e o seu corte é pioneiro no Ceará, segundo relatos dos SEUS concorrentes do município de Tauá.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).

Tem fogo nos sertões do Ceará




Nos últimos meses de cada ano, já é esperado nos sertões do semiárido nordestino, as queimadas que atingem principalmente a zona rural dos municípios.

No Nordeste, no entanto, elas ocorrem também em função das mudanças climáticas. Com efeito, a região vem passando por secas sucessivas, as quais agravam os riscos de incêndios, pela ausência de umidade no ar e pela ampliação da biomassa passível de ser mais facilmente queimada.

As queimadas são atividades realizadas tanto em áreas de florestas como em áreas de pastagens, ocorrendo para diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo, para a agricultura e pecuária. Elas podem ser de dois tipos, natural e humano, causadas pelo próprio meio ambiente ou pelos seres humanos.

A aproximação dos meses mais secos do ano infelizmente traz um grande alerta. Com a irregularidade da chuva e temperaturas ainda altas, a tendência é de elevação nos registros de fogo. O sertão nordestino deve ser a área mais atingida neste ano.

No Ceará, o Corpo de Bombeiros informa que tem sido crescentes as estatísticas nos últimos anos de queimadas às margens das cidades e tem assustado a população, com o intenso calor, fumaça, invadindo até mesmo as sedes urbanas.

Em Icó, Orós, Iguatu, Solonópole, citando apenas alguns exemplos, o fogo chegou perto da população que, assustada, pediu providências urgentes das autoridades.

Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, bombeiros civis, servidores das secretarias municipais do meio ambiente e voluntários se uniram para tentar cessar as queimadas dos sertões às cidades.

Em nosso Estado, formado por 184 municípios, infelizmente temos a presença de bases do Corpo de Bombeiros - além de Fortaleza -, em apenas 13 regiões.

Os municípios estão totalmente descobertos e urge uma tomada de providências dos governantes.

Em grande parte do Ceará, as residências remontam ainda a estruturas antigas, instalações elétricas precárias, que não resistem a qualquer acidente que envolva fogo/incêndio.

Nas cidades mais antigas, ainda demoram em ruas e avenidas, Casarões, Igrejas, Sobradões e relíquias seculares que serão riscadas definitivamente da história sem a presença dessas instituições de prevenção e de combate ao fogo-queimadas.

A crise hídrica que o Brasil vive em 2021, a pior nos últimos 91 anos, deve ajudar a potencializar uma nova série de queimadas devastadoras em todos os quadrantes da federação.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista para o Portal OPINIÃO).