domingo, 19 de abril de 2009

AS ENCHENTES DO ICÓ...


Como pode se observar a cidade do Icó não está preparada nem mesmo para receber qualquer neblina, máxime chuvas com 104 milímetros, como ocorrida no fatídico dia 15 de abril de 2009.

Na verdade, as comunidades de Josefa Campos Monteiro, Cidade Nova, São Vicente, BNH, DNER e Conjunto Pedrinhas, são vítimas do tempo e descaso dos governantes, em todos os níveis, a cada período invernoso.

A culpa é de Deus que mandou fortes chuvas? Jamais!

Chuva trás inverno, espírito de paz, alimentação e sensação de alívio, diante do imenso calor cotidiano icoense. Porém, no Icó ela chega com medo e pavor; certeza de destruição, prejuízos e expulsão dos munícipes de seus sagrados lares.

Um simples dique de proteção, ao lado do Rio Salgado, com recursos inclusive, do Governo Federal, já teria resolvido a problemática das comunidades ribeirinhas, principalmente São Vicente, BNH e Conjunto Pedrinhas.

No Josefa Campos Monteiro, há vinte anos assistimos à mesma coisa: inundação, prejuízo e terror.

Os bueiros e canais entupidos e os açudes (Curado e Gondim) sangrando pra dentro do Conjunto. Eis a questão! Todos sabem, ninguém liga...até o próximo inverno chegar com novas destruições.

Quanto a Cidade Nova, dispensam-se comentários. Pois, falta tudo até mesmo a prestação de contas da dinheirama que fora gasto (?) por lá durante os últimos 12 (doze) anos.

Outro problema, tragédia já anunciada é o caso do enorme AÇUDE DO OLHO D’ÁGUA, próximo às comunidades em discussão, que pertence à família Gondim. Encontra-se há vários anos esperando a hora de ir embora. Cheio de formigueiro, em sua parede-barragem, constitui uma bomba, uma arma de fogo apontada para o Josefa Campos e Cidade Nova.

Todo mundo sabe! Mas autoridade nenhuma toma as providências.

Então, resta-nos entender que tem alguém ganhando dinheiro com esta desgraça, bem como achando bom fazer “bondade” à custa do sofrimento do povo.

Ressalte-se, que o prefeito Marcos Nunes já decretou estado de calamidade pública, mesmo sem acompanhar a situação dos problemas aqui vivenciados, haja vista que naquele momento dizia-se que se encontrava em Brasília. O fez por telefone...

Ademais, com o decreto de calamidade, o município além de receber muita verba federal e estadual, podem gastar tudo sem fazer licitação com nada. Vai para a chamada emergência. Daí, você já sabe: festança com o dinheiro público. Ninguém sabe se com Zezé di Camargo e\ou Aviões do Forró. Tanto faz, tudo vira festa em Icó...

As inundações do Icó, como se sabe e se vê, NÃO SÃO OBRAS DO NOSSO VERDADEIRO SANTO JESUS DE NAZARÉ, mas da incapacidade de nossos governantes.

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