sexta-feira, 24 de abril de 2009

ATÉ TU FABRÍCIO?

No ano de 1998, tive a oportunidade de ser secretário de educação do município de Icó, por um período de 22 dias úteis, no governo Neto Nunes.

Como sou advogado, sei a diferença de uma nota fiscal para um recibo, pedi para sair antes que me envolvessem em alguma armadilha.

Não deu tempo!

Praticamente três anos após minha saída daquela importante secretaria municipal, recebi notificação do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM, com prazo não superior de 15 (quinze) dias, para que informasse acerca de vários pontos obscuros nas prestações de contas da educação.

Como não tinha realizado despesas, empenhos, ordens de pagamentos, etc, sugeri que o gestor de fato assim o fizesse (juntei farta documentação dos argumentos discutidos).

Ocorre, que o tempo passou e, novamente, fui notificado pelo TCM e Justiça Federal, informando-me que minhas supostas “contas” tinham sido “desaprovadas”.

Então, passei a me preocupar, pois, com todos os defeitos que tenho, jamais fui desonesto, nem tão pouco geri qualquer recurso público da educação.

Resolvi, doravante, obter cópias de todo o processo administrativo e judicial.

Bingo! Encontrei o que estava acontecendo.

Quando sai da educação, sem assinar qualquer papelada, o então prefeito Neto Nunes, um ano depois do meu pedido de demissão, resolveu “assinar” por mim, no meu lugar e por cima do meu nome, com sua rubrica, todas as contas da educação e enviá-las ao TCM.

Como sou advogado, não sou besta, juntei todos os documentos e mostrei ao TCM e Justiça Federal, que Neto Nunes havia assinado por mim; algo que não é permitido e constitui crime.

Pense num qüiproquó grande no TCM, Justiça Federal e Polícia Federal, por ser recurso público da união.

Em Icó, com minha consciência tranqüila, mãos limpas e com farta documentação produzida, para comprovar os argumentos, fico a cantarolar: “TÔ NEM AÍ...TÔ NEM AÍ...”.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.