quarta-feira, 8 de abril de 2009

RUA DO ESQUECIMENTO...

O cancioneiro popular imortalizou a modinha: “Se esta rua, se esta rua fosse minha. Eu mandava, eu mandava ladrilhar. Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes. Para o meu, para o meu amor passar”.

Todos os moradores têm este sentimento com sua rua. Lá se fazem amigos que duram para a vida inteira. Lá a família se estabelece e se solidifica.

Lá a vida é vivida em abundância. Toda rua tem seus problemas, suas alegrias e tristezas. A Rua é assim mesmo. Os moradores da Rua Prainha do Louro, boêmia, alegre, convivendo com a última fronteira entre o Rio Salgado e a cidade, também gostariam de colocar brilhantes para ladrilhar. Mas desejam apenas um calçamento de pedra, com saneamento que possa escoar as águas.

Entra ano, sai ano. Entra prefeito, sai prefeito. Entra promessa e sai promessa. Nada acontece. A rua continua lá, na lama, como sempre foi. Agora todos estão indignados com a situação e querem providências da prefeitura. A prioridade é o calçamento.

Lá moram Priscilla, Baía, Viviane, Maria de Lourdes, muitas crianças, muitos pais, muitas mães e alguns avôs e avós. Daniel Pereira, líder comunitário da rua, diz que não é possível esperar mais. A prefeitura precisa apresentar um plano de trabalho e pavimentar a Prainha do Salgado.
Somente assim todos poderão apreciar o rio e tomar cerveja, pinga e refrigerante no famoso bar da esquina do respeitável e folclórico Manoel Laurentino.

A Prainha tem pressa.
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Coluna Vozes da Cidade - Jornal Notícias do Vale (Edição 187).

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