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sábado, 5 de setembro de 2015

Audiência no Ministério Público Estadual discute novamente recursos para custeio do Hospital Regional de Iguatu.



Nesta sexta-feira (04/09), foi realizada mais uma audiência no Ministério Público do Estado do Ceará, em Fortaleza, para discussão do custeio do Hospital Regional de Iguatu. A unidade de saúde atende a dez municípios da região Centro Sul, e ultimamente vem passando por dificuldades financeiras ante a falta de repasses de recursos suficientes pelo governo estadual e federal.

A reunião contou com a presença da promotora de Justiça da Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, do prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara; do deputado estadual Agenor Neto; da secretária executiva da Saúde do Estado, Lilian Beltrão, do superintendente da Ordem dos Camilianos, padre Francisco Gomes, além de outras autoridades.

Mais uma vez o prefeito Aderilo Alcântara demostrou, por meio de planilhas, as dificuldades em manter o custeio do Hospital Regional do Município. A Prefeitura investe por mês quase R$ 700 mil, enquanto o Governo do Estado entra com contrapartida de R$ 390 mil.

“Estamos questionando judicialmente para que a União e o Estado possam cumprir a sua parte de forma mais efetiva. Do jeito que está não pode continuar. Os custos são muito altos”, disse.

O deputado estadual Agenor Neto questionou a distribuição de recursos da saúde na região Centro Sul. Ele argumentou que o Governo do Estado paga um avião para transportar 16 médicos para atender no Hospital Regional de Sobral, enquanto a população de Iguatu sofre com a falta de médicos.

“Queremos o mesmo tratamento para a região Centro Sul. Se para a região Norte o governo pode investir na saúde cerca de R$ 400,00 por pessoa, e porque investe menos de R$ 100, 00 no município de Iguatu. Não podemos concordar com essa situação”, frisou.

O parlamentar lembrou que recentemente o Governo Federal fez uma liberação extra de R$ 113 milhões para a saúde do Ceará, e desse montante o Governo do Estado destinou mais de R$ 9 milhões para o hospital de Sobral, e para Iguatu não destinou nenhum centavo.

“Se tivessem repassado pelo menos R$ 2,5 milhões para o nosso município, a Prefeitura teria pago toda a dívida em atraso que tem com os Camilianos, que atualmente administram o hospital de Iguatu”, disse o deputado.

O resultado do encontro resultou na necessidade de uma nova audiência, prevista para acontecer no dia 11 de setembro, às 10h, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), em Fortaleza.
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