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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Boa tarde Macário Batista!

Chegamos, praticamente, ao final do feriadão nacional que celebrou homenagens às crianças do Brasil e, também, fez todos os cultos de amor e louvores à Nossa Senhora Aparecida.

Em Icó, apesar da crise, o povo sumiu todo! Poder-se-ia andar nu, como um dia o fez os nossos desbravadores índios que nos habitou, em nossas largas várzeas deste rincão cearense.

A família Correia Lima, nossa conhecida gente dos "Cancões", juntamente com a coroa mais querida da cidade, Joana do Rosarão, lotaram três ônibus de turismo e partiram à Maceió, trocando o calor dos sertões do Salgado, pela brisa das praias mais belas do país.

Esse povo é só alegria!

E eu, como o último dos moicanos icoenses, resolvi permanecer no solo que um dia pisou o presidente João Figueiredo, bebendo água de cuia do cacimbão de Zuqinha Pastor e, enfezado que só Chico Patrício, reafirmou à época, que preferia o cheiro do seu cavalo manga larga que o de gente, literalmente.

E seu recado se fez prática, Macário, pois levou destas bandas de presente uma sela bem montada pra sua besta brasiliense, que logo depois foi inaugurada na Granja do Torto, no Distrito Federal.

No Sobrado do Barão do Crato - no barzinho do Rui Barbosa, sentei-me a mesa, espantei o calor com umas cervejas geladas, já que os ventos do Aracati estão todos atrasadões, e observei vindo do Teatro da Ribeira de 1860, barulho dos nossos jovens ensaiando a peça "Laços Encandecentes", obra liderada pelo bom homem franciscano e filho dos fundadoras de Icó, Acácio de Montes, que nos conta o primeiro "incesto" tentado já naquele período dos escravos e dos homens poderosos, "onde mandava quem podia, obedecia quem tinha juízo".

O poeta Angelim De Icó, partícipe desta cultura e história, grita lá do fundo: "o ensaio tem que ser com voz baixa, pois o Barão do Crato pode ouvir, ressuscitando, e daí não gostará nadinha que estamos espalhando por aí que ele namorava a irmã e com ela queria se casar".

Mas enquanto isso, Alexia Duarte, Mateus Leandro e outros amantes da qualificada fotografia, aproveitaram às ruas vazias e fizeram novos trabalhos.

Em breve estarão distribuindo ao mundo, novas fotos e vídeos desta bela cidade, que em 25 de outubro próximo, festeja 173 anos de emancipação política e 300 anos de história, contos e lendas.

Pois bem, Macário, quando os ventos do Aracati chegaram, no último domingo, às 23h, já que sinto frio até em Icó, fechei meu caderno de histórias, e, após ouvir uma linda canção de Aguinaldo Timóteo, tranquei as portas do meu sagrado lar, "antes que Raposinha, conhecido papudinho da cidade, viesse me solicitar uns trocados pra bebericar a nossa boa pinga".

Boa tarde e até breve!
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