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sábado, 17 de outubro de 2015

POR AMOR A ICÓ!

FOTO: MATEUS LEANDRO. CHÃO DE NOSSO CASÁRIO DE ICÓ.
Quando o ex-prefeito, Aldo Monteiro(já falecido), lançou o projeto “Por Amor a Icó”, em 1990, assim como muitos, entendi tratar-se apenas dum jargão de marketing pessoal que se movimentava pelo corredor da política partidária.

25 anos se passaram do seu discurso em praça pública, onde declarou seu amor a Icó, numa candidatura de deputado estadual não muito feliz com o apurar das urnas.

O tempo, “Senhor De Todas As Razões”, deu continuidade a muitos outros projetos, em várias áreas de governo, de que tanta reclamava Aldo Monteiro, precisamente, relacionados à educação e trabalho social, outrossim, sem muito resultado estatístico que se desejava até os dias atuais.

O jornal “O Povo”, recentemente, divulgou que Icó é listado entre os piores índices de educação do Ceará, quiçá do nordeste brasileiro, diante de sua média histórica.

Os jovens, nascidos da tricentenária cidade do tempo dos índios nus, ainda passeiam pelas ruas perguntando pra onde iremos? As nossas praças, espaços de lazer, estão abandonados pela atual gestão. Luzes apagadas, postes caindo, bancos quebrados e cara de terra de ninguém e sem dono.

As belezas de Icó, naturais e do nosso acervo arquitetônico espalhadas em ruas largas, se chocam com a feiura do resto do conjunto.

Trânsito caótico, sinalização inexistente, calçamento com necessidade de melhorias, além dos nossos bairros totalmente desprovidos da presença do município.

Na periferia e nos altos, onde se observam a beleza e se escutam os ventos do Aracati e do Mossoró, os esgotos ainda permanecem abertos e a população entregue a própria sorte.

O bairro Cidade Nova, mais populoso que o município de Umari, resiste ao tempo somente com a coragem e humildade de ouvir, a cada dois anos, a promessa de que “agora vai...”. Na Cidade Nova os políticos de Icó empataram nos discursos e nas promessas, ademais, por último Jaime Júnior.   

O Teatro da Ribeira dos Icós, de 1860, está pintado de vassoura, em seis cores, onde nos entristece totalmente.

Doze obras e equipamentos públicos importantes, de convênios dos governos federal e estadual, estão paralisadas. O prédio do INSS completou sete anos. A UPA, SAMU, CASAS POPULARES, CANAL DE GRAVIDADE, ESTRADA ICÓ\ICOZINHO, são outros péssimos exemplos.

Então, desse jeito, é melhor lembrar da vaqueirama em expedições rotineiras, onde se tangia vacas e bois, que atravessavam as plagas do Maranhão e Piauí, concretizando o chamado Caminho das Boiadas, época de enorme apogeu comercial em nosso município, no tempo que um fio de cabelo valia mais que uma simples palavra.

Icó, como disse um dia o botânico e pesquisador Freire Alemão, foi o “maior empório comercial do sertão”.

A nossa importância geográfica, e a importância política, consagradas pela pungente economia que nascia generosamente pelas veias abertas da mãe natureza e pela capacidade empreendedora dos Icoenses de então, nos faz sentir hoje a saudade dos tempos bons que se foram.

Comentam-se, abertamente em Icó, que existem dificuldades do povo em se relacionar com os secretários municipais. Ninguém atende um telefone sequer. E com o prefeito Jaime Júnior, pasme, totalmente impossível manter como ele dois dedos de proza.

Nunca neguei que o gestor Jaime Júnior tem perfil administrativo, porém, não conseguiu exercê-lo um 1% do que mostrou capaz, quando de sua passagem efêmera pelo Palácio da Alforria, como prefeito temporário, em 2008.

O que falta a Jaime Júnior?

Amor a Icó, como bem definiu Aldo, pra mudar, valer e fazer acontecer!

Morar em Icó, esquecendo Fortaleza definitivamente, se relacionar com o povo, sentir cheiro de estrume, da natureza e de gente; ouvir suas simples experiências nas ruas e logradouros públicos, seria um bom caminho a se buscar, bem melhor do que oferecer aos nossos munícipes, passeio de "Helicóptero com a companhia de Papai Noel" em dezembro próximo.

Igualmente, se na planície tudo está muito difícil, no “ar” seria apenas “voos” de quem não sente a presença da terra firme em seus costumes e atitudes.

O que vale mesmo é a luta das ideias!

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).  


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