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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Roberto Cláudio derrota Capitão Wagner em Fortaleza.




O prefeito Roberto Cláudio (PDT) foi reeleito para governar Fortaleza por mais quatro anos. O anúncio oficial foi feito por volta das 19 horas de ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pedetista venceu a disputa contra Capitão Wagner (PR) por 53,57% dos votos válidos contra 46,43%. Nos votos totais, a abstenção chegou a 18,60%, contra 1,92% de brancos e 6,10% de nulos.
O resultado representa uma vitória do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes, que agora se articula para a eleição de 2018 com a possibilidade de Ciro disputar a presidência da República na sucessão do presidente Michel Temer (PMDB).

Derrotado, Wagner não sai menor da eleição. Com curta carreira política, embora tenha muita força política, o parlamentar se cacifa para novos desafios em 2018.
Os números finais da eleição em Fortaleza foram semelhantes aos de quatro anos atrás, quando RC venceu o então candidato Elmano de Freitas (PT), também no segundo turno, por 53,02% contra 46,98% do petista. A reeleição do prefeito mantém uma tradição do eleitorado de Fortaleza de reeleger seus gestores.

Desde que aprovada a reeleição, em 1997, todos os prefeitos conseguiram se reeleger na capital cearense. Assim ocorreu com Juraci Magalhães (PMDB) em 2000, Luizianne Lins (PT) em 2008 e, agora, com Roberto Cláudio (PDT).
A vitória do atual gestor ocorre depois de duas mudanças de partido durante a primeira gestão, ao passar pelo Pros e se filiar ao PDT - RC se elegeu em 2012 pelo PSB.

As migrações se deram com objetivo de RC disputar a reeleição em uma sigla de maior musculatura eleitoral e de atrair apoios em uma grande aliança com reforço de seus principais padrinhos políticos, Cid e Ciro Gomes.
A difícil vitória de Roberto Cláudio, mesmo bem avaliado e com ampla aliança — principalmente entre os vereadores, — é justificada porque a batalha do prefeito no segundo turno foi contra um campeão de votos para o Legislativo nas duas últimas eleições anteriores, de 2012 e 2014, para a Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, respectivamente.

Nos mais de dois meses de campanha, a queda de braço foi marcada por antagonismos entre os dois candidatos. Enquanto o atual prefeito apresentava-se como tocador de obras, Wagner criticava o modelo de gestão, sobretudo na saúde, e prometia maior eficiência nos equipamentos públicos municipais.
Os quase 600 mil votos conquistados permitem a Wagner manter oposição forte contra o prefeito reeleito e seu grupo político, que inclui o governador Camilo Santana (PT), possível candidato à reeleição em 2018.
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