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domingo, 27 de novembro de 2016

NEM VIGIA NEM PROFESSOR.


A política sempre foi palco, também, para todo tipo de anedotas. Debaixo ou atrás dos palanques, em comícios, quem tiver boa memória, sabe escrever alguns riscados, deve anotar um livro inteiro somente de passagens pitorescas.

Em Icó, particularmente, já escrevi dezenas de “causos”, todos verdadeiros, porém, um enfeite aqui e acolá, para animar o fato.

O matutino “Tribuna do Ceará”, criou por nossa sugestão juntamente com outros colegas jornalistas que militavam na Assembleia Legislativa do Estado, um espaço especial para todos os “causos” do Ceará.

Era um sucesso!

#Pois bem!

Em 1998, o agropecuarista Neto Nunes era prefeito de Icó. Com carisma fácil e respostas bem ao estilo de nosso camponês dos sois cotidianos do Icó, nunca deixava uma pergunta sem resposta.

Respondia tudo na “bucha”, com diz o jargão popular.

E daí surgiu muitos fatos!

Certo dia, no ano referido, estava havendo um problema com “professores” da escola do ensino fundamental do conjunto BETA, perímetro irrigado Icó Lima-Campos; dessarte, com a transferência para outros setores de alguns mestres.

José Santana, irrigante, poeta e líder sindical, chamou alguns militantes políticos e, com bandeiras do MST e do PT, resolveram protestar fechando a escola e assentando alguns poucos naquele local.

Os diretores da escola insistiram para por fim ao movimento. Os líderes não aceitavam e mantinham o protesto.

Após muitos queixumes, de um lado e de outro, resolveram chamar o chefe do 
Palácio da Alforria, ou seja, o prefeito Neto Nunes.


Instalado o debate para por fim ao problema, Neto Nunes tem a palavra:

- “José Santana, o senhor é professor? O senhor é vigia?”. A resposta do líder sindical, lógico, foi afirmar "que não era uma coisa nem outra".

- “Então, saia da escola junto com esses outros aí, que não são vigias nem professores, e deixe o povo estudar”, disse Nunes.

Sem entendimento ideológico, as lideranças do MST e PT, resolveram então, encerrar o evento e protesto.

E os rebeldes ideológicos cederam ao apelo e permitiram que os professores retornassem aos seus locais de trabalho e origem.

(Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista).
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