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domingo, 16 de abril de 2017

BOM DIA, MACÁRIO BATISTA!

Assim, como muitos brasileiros, acordei cedo para ler os jornais e assistir as reportagens da televisão, que, pasme, só tem um tema: a corrupção sistêmica no Brasil!

Peço vênia, te acordar, para dizer que estou escutando aqui, da cadeira de balanço, em Icó, na antiga Rua das Almas, as matérias da TV que percorrem de Lula Paz e Amor a Aécinho das Minas Gerais etc e tal, não sobrando quase ninguém fora da imensa listagem de presentes que vão de relógio de ouro, passando por chácaras e muito Real da 'boazinha' Odebrecht S.A, no mais completo projeto de corrupção anunciado na federação.

Alguns tantos, afeitos a exibirem longos discursos de paladinos da moral e dos bons costumes, igualmente, parada obrigatória aos holofotes de artigos das revistas semanais da federação, sumiram todos!

O mais cômico, ainda, é todo esse alvoroço servir de piada de mau gosto para o mundo inteiro, onde cada parlamentar recebia “seu nome de acerto”, de acordo com sua roupagem e importância no jargão político.

Ei-los:

Manuela D'Avila (PCdoB-RS) – Avião; Marcelo Nilo (PDT-BA) – Rio; Edvaldo Brito (PTB-BA) – Candomblé; Daniel Almeida (PCdoB-BA) – Comuna; Paulo Magalhães (PSC-BA) – Goleiro; Raul Jungmann (PPS-PE) – Bruto; Geraldo Júlio (PSB-PE) – Neto; Etore Labanca (PSB-PE) – Cacique; Fábio Branco (PMDB-RS) – Colorido; Mário Kertesz (PMDB-BA) – Roberval; Artur Maia (PMDB-BA) – Tuca; Jarbas Vasconcelos Filho (PMDB-PE) – Viagra; Renan Calheiros (PMDB-AL) – Atleta; José Sarney (PMDB-MA) – Escritor; Eduardo Paes (PMDB-RJ) – Nervosinho; Sérgio Cabral (PMDB-RJ) – Proximus; Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – Caranguejo; Jorge Picciani (PMDB-RJ) – Grego; Adão Villaverde (PT-RS) – Eva; Carlos Todeschini (PT-RS) – Alemão; Tarcísio Zimmermann (PT-RS) – Irmão; Jairo Jorge (PT-RS) – Nordeste; Nelson Pelegrino (PT-BA) – Pelé; Humberto Costa (PT-PE) – Drácula; Pedro Eugênio (PT-PE) – Droeu; Paulo Garcia (PT-GO) – Pastor; Lindberg Farias (PT-RJ) – Lindinho, e por aí vai...


Mas, um fato, não pode passar despercebido, Macário! Toda esta situação chegou ao ponto extremo, registre-se, por conta das caras campanhas eleitorais, em curso no Brasil; daí vem a discussão maior: o eleitor é cúmplice ou vítima disso tudo? Quanto custa uma eleição de deputado, senador, governador, presidente da república, prefeito e vereador em cada recanto desse país?

Nas eleições findas de 2016, ouvi de muitos líderes comunitários e políticos, a afirmativa categórica, de que não seriam candidatos no pleito, “pois não tinham dinheiro pra chegarem lá”.

Macário, a sua experiência de vida, como jornalista, multimídia, produtor independente de rádio e televisão, colunista de política e comportamento no jornal “O Estado do Ceará”, já tendo atravessado mais de sete mares do mundo, sabe perfeitamente a que ponto chegou.

Certa feita, escutei o grande brasileiro Paes de Andrade dizer que se elegia “deputado federal, pelo Ceará, com apenas três discursos na Praça do Ferreira, em Fortaleza”.

Se estivesse na vida terrena, hoje, restaria sabendo que tudo mudou.

A boa oratória que o elegia na praça mais popular do Estado, à época, se instalou em outro local. Hoje, Paes de Andrade teria que lotar o Castelão pra se eleger, mas com um detalhe: teria que pagar o ingresso de todos que ali estavam; mandaria buscar e ir deixar os eleitores em casa e, na viagem, ainda forneceria um “Cai Duro com K-Suco”, paea cada um vivente eleitor.

De certo, é que a Lava Jato brecou, após anos a fio, uma enorme sangria nos cofres públicos e, também, vai estancar as campanhas antecipadas para 2018, onde muitos já estavam fazendo reuniões, pedindo votos, batendo e assoprando nos adversários, mesmo sendo uma conduta vetada na legislação eleitoral pátria.

Se os eleitores reclamavam que os políticos só apareciam a cada quatro anos, pode ser que agora uma grande parte deles, nem retorne mais aos caminhos que os levou, um dia, as suas residências e comunidades, pois não terão mais Odebrecht S.A para bancar, repito, as caras campanhas eleitorais no Brasil.

Resta esperar, pois até a semana mais importante de reflexão, em nossas vidas - a Semana Santa - restou ofuscada por tanta notícia depreciativa que gerou indignação aos brasileiros, principalmente, aos mais distantes de tudo isso.

*Por Fabrício Moreira da Costa, advogado e contista.

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